PARTIDO REFORMISTA VEGETARIANISTA VOLUNTÁRIO

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Fundação Oficial do PRV na Internet: 29/03/2010  

site em construção - página inicial destinada a apresentação do projeto PRV

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Manifesto e Programa do PRV – a serem formulados pelo grupo fundador quando oficialmente formado.

O PRV é, até o momento, um partido virtual. Seu objetivo, nesta fase, é apresentar propostas para reflexão.

Como está óbvio, para participar da fundação futura do PRV como um partido apto a concorrer em eleições e, desse modo, representar 

mais efetivamente a sociedade, você deve ser ou tornar-se vegetariana/vegetariano. 

Amar, respeitar e proteger os animais e seu direito à vida é fundamental para a construção de uma sociedade humana realmente justa:

quanto maior o nosso amor pelos animais, maior o nosso  amor pela própria humanidade. 

O PRV é um partido socialista reformista (no sentido revisionista) e reformista em relação às reformas necessárias que proporcionem o pleno

desenvolvimento da sociedade.

O voluntarismo político é necessário como instrumento de conscientização e denúncia: agir onde o Estado não age, seja por incompetência, 

por falta de recursos, por corrupção, por indiferença. 

Infelizmente, nem todas as pessoas eleitas por nós têm o necessário sentimento de  urgência das mães. 

Ações políticas voluntárias têm o mérito de apontar onde o Estado está ausente. 

Sem voluntarismo político, o mundo seria pior do que tem sido. Por isso, ações individuais e coletivas em benefício de quem precisa de 

ajuda são tão necessárias. Não basta a crítica ao Estado. O mundo precisa de programas e projetos que podem ser realizados de forma 

voluntária, em grupo ou individualmente.

E não precisamos de cargos oficiais para agir! Precisamos de boa vontade.

 

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PROPOSTAS INICIAIS PARA DISCUSSÃO:

01. Como combater de modo eficiente a fome e a pobreza. Nossa contribuição individual.

02. Saúde pública de alta qualidade. Apoio de clínicas, escolas, hospitais e profissionais da saúde.

03. Educação pública de alta qualidade. Apoio de escolas e profissionais da educação. Inclusão de matérias fundamentais para melhor 

formação de crianças e adolescentes: Educação Política, Cultura Geral, Práticas de Bem-Estar (educação para o bem, entendimento de 

conceitos como respeito próprio e pelas demais pessoas, auto-estima, amor consciente pela natureza, etc.).

04. Redução da jornada de trabalho para até 24 horas semanais (6 horas diárias, 4 dias por semana).

05. Criação de sindicatos agentes que representem a classe trabalhadora diretamente junto à classe empresarial. Desse modo, toda e 

qualquer empresa (ou contratante pessoa física) passaria a contratar e rescindir contratos nos escritórios de negociação dos sindicatos. 

Com a representação de sindicatos fortes, idôneos e independentes a classe trabalhadora poderia relacionar-se com a classe empresarial 

em condições de equilíbrio de forças. 

E com a substituição do conceito subserviente que as palavras empregada/empregado apresentam em relação às palavras patroa/patrão 

pelo conceito igualitário das palavras contratada/contratado e contratante, buscar-se-ia consolidar o necessário sentimento de respeito 

mútuo. Sem isso, não há possibilidade de evolução social.

05. Criação de documento único de identificação - válido no Brasil e no exterior - com código alfa-numérico intransferível, em substituição a 

todos os demais documentos oficiais existentes até o momento, eliminando-se, assim a burocracia imposta à pessoa física.

06. Eliminação do dinheiro de papel - substituição por dinheiro eletrônico, na forma de cartão de dados pessoais, bancários, etc. 

07. Alteração do modelo tradicional de divisão de poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para instituir o Poder Militar como o primeiro

dos quatro poderes, já que, verdadeiramente, o Poder Militar não é subordinado a nenhum outro, mesmo quando aceita fingir ser. 

Assim explicitado e apresentado à sociedade, o Poder Militar continuaria exercendo seu papel principal: cuidar da segurança nacional, além 

de dar apoio aos outros três poderes para existirem e funcionarem de forma plena e independente. Caberia exclusivamente ao Poder Militar 

indicar três pessoas - oficiais do alto comando - para presidirem o Poder Militar. Esse triunvirato (Marinha, Exército e Aeronáutica) estaria 

presente às reuniões ministeriais promovidas pelo Poder Executivo sempre que formalmente convidado, mantendo sempre sua independência 

em relação a esse e aos outros dois poderes. 

Os ministérios do Poder Executivo continuariam subordinados à Presidência da República, na pessoa eleita pela sociedade para representá-la.

A segurança pública também passaria a ser função do Poder Militar. Todas as polícias, federal, estaduais e municipais seriam polícias 

dirigidas pelo Poder Militar, e trabalhariam de forma independente, não subordinadas a nenhum outro poder além do próprio poder militar.

Assim, policiais militares de todo o país teriam o mesmo piso salarial e o mesmo treinamento para cuidar tanto da segurança nacional

quanto da segurança pública. Para tanto, o orçamento nacional teria uma porcentagem fixa, definida pela constituição, destinada diretamente

ao Poder Militar para administrá-lo em benefício da sociedade.

08. Assistência jurídica. Trabalho voluntário de pessoas formadas e aposentadas.

09. Direitos dos animais (contra rodeios, rinhas, touradas e todas as formas de exploração criminosa dos animais). Educação para adesão 

ao vegetarianismo por amor aos animais.

10. Meio ambiente - questão fundamental. Ambientalismo e vegetarianismo como causa única. Não se é ambientalista se não se respeita o 

direito à vida que todos os animais têm naturalmente - não apenas os animais humanos.

11. Campanhas diversas - desenvolvê-las e buscar modos de realizá-las.

 

 

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Se você quiser se tornar uma pessoa cada vez mais consciente e evoluída, adote uma atitude fundamental: já que a fome é o problema mais 

urgente de todos, pense nisso toda vez que for a um restaurante. Estabeleça um limite moderado para o valor de suas refeições em 

restaurantes (e em casa). A sugestão é que a despesa toda, incluindo bebida e serviço, não ultrapasse 10% do salário mínimo brasileiro 

(por refeição). Obviamente, você não deverá frequentar restaurantes de luxo. Deixe-os para as pessoas egoistas, insensíveis e superficiais.

Se parece ingenuidade, tenha em mente o seguinte: enquanto você mantiver esse valor máximo como compromisso político, as pessoas ao 

seu redor começarão a perceber a importância de sua atitude coerente. Afinal, 10% do salário mínimo por uma única refeição não deixa de 

ser uma afronta às pessoas que não têm o que comer. Cabe-nos lembrar sempre delas.

Enquanto houver gente morrendo de fome, enquanto houver gente se alimentado de restos encontrados em lixões, não devemos nos conceder 

o direito imoral de gastar mais do que esses 10%. 

Quando não houver mais fome no mundo, poderemos, então, comemorar com menos restrição, mas, ainda assim, alertas para que não haja 

retrocessos degradantes. 

Abandonar nosso estado de alienação, egoísmo, ganância e insensibilidade é fundamental e necessário. 

Esse processo começa com pequenas e bem fundamentadas ações propositivas.  

Uma pessoa não é verdadeiramente socialista se não limita seus gastos pessoais em nome da coerência entre discurso e prática. 

É constrangedor e vergonhoso ostentar riqueza num mundo com tanta gente sem recursos para viver uma vida digna.

Se quisermos sonhar com uma verdadeira sensibilidade humana, devemos construí-la a partir da desconstrução da imagem que temos 

de nossa falsa grandeza e superioridade, principalmente em relação aos demais animais com os quais dividimos o mesmo mundo.

O ser humano é um monstro que reza. 

Precisamos nos olhar no espelho e aprender a enxergar nossa própria crueldade. Só assim conseguiremos nos redimir.

 

Tereza Miguel.

 

Contato: prvbrasil@prvbrasil.org  

terezamiguel@terezamiguel.com.br

 

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