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Manifesto e Programa do PRV
– a serem formulados pelo grupo fundador quando oficialmente
formado.
O PRV é, até o momento, um partido virtual. Seu objetivo,
nesta fase, é apresentar propostas para reflexão.
Como
está óbvio, para participar da fundação futura do PRV como um
partido apto a concorrer em eleições e, desse modo,
representar
mais
efetivamente a sociedade, você deve ser ou tornar-se vegetariana/vegetariano.
Amar,
respeitar e proteger os animais e seu direito à vida é
fundamental para a construção de uma sociedade humana realmente
justa:
quanto
maior o nosso amor pelos animais, maior o nosso amor pela própria
humanidade.
O
PRV é um partido socialista reformista (no sentido revisionista)
e reformista em relação às reformas necessárias que
proporcionem o pleno
desenvolvimento
da sociedade.
O
voluntarismo político é necessário como instrumento de
conscientização e denúncia: agir onde o Estado não age, seja
por incompetência,
por
falta
de recursos, por corrupção, por indiferença.
Infelizmente, nem
todas as pessoas eleitas por nós têm o necessário sentimento
de urgência das mães.
Ações
políticas voluntárias têm o mérito de apontar onde o Estado
está ausente.
Sem
voluntarismo político, o mundo seria pior do que tem sido. Por isso,
ações individuais e coletivas em benefício de quem precisa de
ajuda são tão
necessárias. Não basta a crítica ao Estado. O mundo precisa de
programas e projetos que podem ser realizados de forma
voluntária,
em grupo ou individualmente.
E
não precisamos de cargos oficiais para agir!
Precisamos de boa vontade.
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PROPOSTAS
INICIAIS PARA DISCUSSÃO:
01.
Como combater de modo eficiente a fome e a pobreza.
Nossa contribuição individual.
02.
Saúde pública de alta qualidade.
Apoio de clínicas, escolas, hospitais e profissionais da saúde.
03.
Educação pública de alta qualidade.
Apoio de escolas e profissionais da educação. Inclusão de
matérias fundamentais para melhor
formação
de crianças e adolescentes:
Educação Política, Cultura Geral, Práticas de Bem-Estar
(educação para o bem, entendimento de
conceitos
como respeito próprio e pelas demais pessoas, auto-estima, amor
consciente pela natureza, etc.).
04.
Redução da jornada de trabalho para até 24 horas semanais (6
horas diárias, 4 dias por semana).
05.
Criação de sindicatos agentes que representem a classe
trabalhadora diretamente junto à classe empresarial. Desse modo,
toda e
qualquer
empresa (ou contratante pessoa física) passaria a contratar e rescindir contratos nos
escritórios de negociação dos sindicatos.
Com a representação
de sindicatos fortes, idôneos e independentes a classe trabalhadora poderia relacionar-se com a
classe empresarial
em condições de equilíbrio de forças.
E
com a substituição do conceito subserviente que as palavras
empregada/empregado apresentam em relação às palavras
patroa/patrão
pelo
conceito igualitário das palavras contratada/contratado e
contratante, buscar-se-ia consolidar o necessário sentimento de
respeito
mútuo.
Sem isso, não há possibilidade de evolução social.
05.
Criação de documento único de identificação - válido no
Brasil e no exterior - com código alfa-numérico
intransferível, em substituição
a
todos os demais documentos oficiais existentes até o
momento, eliminando-se, assim a burocracia imposta à pessoa
física.
06.
Eliminação do dinheiro de papel - substituição por dinheiro
eletrônico, na forma de cartão de dados pessoais, bancários,
etc.
07.
Alteração do modelo tradicional de divisão de poderes
(Executivo, Legislativo e Judiciário)
para instituir o Poder Militar como o primeiro
dos
quatro poderes, já que, verdadeiramente, o Poder Militar não é subordinado a nenhum
outro, mesmo quando aceita fingir ser.
Assim
explicitado e apresentado à sociedade, o Poder Militar continuaria exercendo seu papel principal: cuidar da segurança nacional, além
de dar apoio aos outros três poderes para existirem e funcionarem
de forma
plena e independente. Caberia
exclusivamente ao Poder Militar
indicar três pessoas - oficiais
do alto comando - para presidirem o Poder Militar. Esse
triunvirato (Marinha, Exército e Aeronáutica) estaria
presente
às reuniões ministeriais promovidas pelo Poder Executivo
sempre que formalmente convidado, mantendo sempre sua independência
em
relação a esse e aos outros dois poderes.
Os ministérios
do Poder Executivo continuariam subordinados à Presidência da República, na pessoa eleita pela sociedade para representá-la.
A
segurança pública também passaria a ser função do Poder
Militar. Todas as polícias, federal, estaduais e municipais seriam
polícias
dirigidas
pelo Poder Militar, e trabalhariam de forma independente, não
subordinadas a nenhum outro poder além do próprio poder militar.
Assim,
policiais militares de todo o país teriam o mesmo piso salarial e
o mesmo treinamento para cuidar tanto da segurança nacional
quanto
da segurança pública. Para tanto, o orçamento nacional teria
uma porcentagem fixa, definida pela constituição, destinada
diretamente
ao Poder
Militar para administrá-lo em benefício da sociedade.
08.
Assistência jurídica. Trabalho voluntário de pessoas formadas e
aposentadas.
09.
Direitos dos animais (contra rodeios, rinhas, touradas e todas
as formas de exploração criminosa dos animais). Educação para
adesão
ao
vegetarianismo por amor aos animais.
10.
Meio ambiente - questão fundamental. Ambientalismo e
vegetarianismo como causa única. Não se é ambientalista se não
se respeita o
direito
à vida que todos os animais têm
naturalmente - não apenas os animais humanos.
11.
Campanhas diversas - desenvolvê-las e buscar modos de realizá-las.
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Se
você quiser se tornar uma pessoa cada vez mais consciente e
evoluída, adote uma atitude
fundamental: já que a fome é o problema mais
urgente de todos,
pense nisso toda vez que
for a um restaurante. Estabeleça um limite
moderado para o valor de suas refeições em
restaurantes (e em casa). A sugestão é que a despesa toda, incluindo bebida e
serviço, não
ultrapasse 10% do salário mínimo brasileiro
(por refeição). Obviamente,
você não deverá frequentar restaurantes de luxo. Deixe-os para
as pessoas egoistas, insensíveis e superficiais.
Se
parece ingenuidade, tenha em mente o seguinte: enquanto
você mantiver esse valor máximo como compromisso político, as pessoas ao
seu redor começarão a perceber a
importância
de sua atitude coerente. Afinal, 10% do salário mínimo
por uma única refeição não deixa de
ser uma afronta às
pessoas que não têm o que comer. Cabe-nos lembrar sempre delas.
Enquanto
houver gente morrendo de fome, enquanto houver gente se alimentado
de restos encontrados em lixões, não devemos nos conceder
o direito
imoral de gastar mais do que esses 10%.
Quando
não houver mais fome no mundo, poderemos, então, comemorar com
menos restrição, mas, ainda assim, alertas para que não
haja
retrocessos
degradantes.
Abandonar nosso estado de
alienação, egoísmo, ganância e insensibilidade é fundamental
e necessário.
Esse
processo começa com pequenas e bem fundamentadas ações
propositivas.
Uma
pessoa não é verdadeiramente socialista se não limita seus
gastos pessoais em nome da coerência entre discurso e
prática.
É
constrangedor e vergonhoso ostentar riqueza num mundo com
tanta gente sem recursos para viver uma vida digna.
Se
quisermos sonhar com uma verdadeira sensibilidade humana, devemos
construí-la a partir da desconstrução da imagem que temos
de nossa falsa grandeza e superioridade, principalmente em
relação aos demais animais com os quais dividimos o mesmo mundo.
O
ser humano é um monstro que reza.
Precisamos
nos olhar no espelho e aprender a enxergar nossa própria
crueldade. Só assim conseguiremos nos redimir.
Tereza
Miguel.
Contato: prvbrasil@prvbrasil.org
terezamiguel@terezamiguel.com.br
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